Sinfarpe rejeita contraproposta do Sincofarma

 

 

Sindicato não descarta ir para dissídio e conclama categoria para mobilização!

 

A primeira reunião para discutir a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2018/2020 com o Sincofarma deu sinais de que o processo de negociação não será fácil e o Sinfarpe não descarta ir para dissídio. A contraproposta do patronato exclui e altera cláusulas do documento encaminhado pelo sindicato laboral, definidas e aprovadas em Assembleia pelos farmacêuticos do segmento no Estado. “Os patrões já estão usando a reforma trabalhista como base para fechar a pauta de reivindicações, com retirada de direitos conquistados há décadas”, declarou Veridiana Ribeiro, presidente do Sinfarpe.

 

Além de oferecer um reajuste de 1,35%, abaixo do INPC do período, o Sincofarma retira a obrigatoriedade das homologações no sindicato trabalhista; reduz para 30 minutos o horário do almoço; altera a cláusula que trata do direito dos trabalhadores realizarem cursos e capacitações; estabelece como parâmetro para uma empresa ser considerada ‘rede’, sua filiação à Abrafarma; retira a cláusula dos plantões e propõe pagamento apenas dos feriados como hora extra, ficando os domingos como escala de revezamento sem restituição financeira. A exclusão deste ponto é inaceitável para o Sinfarpe, já que a instituição vem judicializando empresas que trabalham no regime de plantão, a chamada semana espanhola. A luta é para que os profissionais trabalhem de segunda a sábado e que domingos e feriados sejam plantões pagos e não obrigatórios como estes vêm sendo aplicados pelas empresas.

 

Neste caso, grupos com o aporte financeiro alto, não filiados à Associação, estariam desobrigados de pagar o piso das grandes redes. Empresas acionadas na Justiça pelo sindicato para equiparar direitos dos profissionais entrariam na lista. “A contraproposta do patronato é a mais nociva que o Sinfarpe já registrou. É o empresariado se utilizando da nova reforma para retirar direitos dos profissionais e tentar enfraquecer o sindicato. Não podemos deixar que isso aconteça. A única saída é a luta, mas para isso, a categoria precisa se mobilizar. Entender que é classe trabalhadora, sair de sua zona de conforto e defender suas conquistas. De acordo com a nova reforma, o negociado vale sobre o legislado, e o patronato sabe bem o que está fazendo”, avaliou Veridiana.

 

Na reunião, ocorrida dia 04 deste mês, após tensa discussão, foi sugerida uma contraproposta da contraproposta patronal. O Sinfarpe devolveu o documento, pedindo o reajuste de acordo com o INPC do período e a manutenção das cláusulas da CCT. O Sincofarma levou a contraproposta para apreciação dos patrões. No entanto, diante do que aconteceu na primeira reunião, o Sinfarpe acredita que não haverá avanços e já anuncia que o caminho deve ser o dissídio, com o apoio da categoria, pois o sindicato sozinho não terá como enfrentar o empresariado tão forte e disposto a não recuar nas suas ofertas.

 

Para se ter uma ideia de como estão articulados, o presidente do Sincofarma, Ozéas Gomes, foi acompanhado de dois representantes de grandes empresas, os quais fazem parte de uma comissão de negociação, formada por três pessoas, retirada nas assembleias do patronato. A presença deles surpreendeu a diretoria do Sinfarpe. "Nós respeitamos a autonomia do sindicato patronal e dos empresários, mas gostaríamos de ter sido comunicados antes, uma vez que isso jamais aconteceu. As discussões sempre foram entre diretores e, apenas uma vez, com a ingerência da Abrafarma, o que provocou muito desgaste no processo”, lembrou Veridiana. A ideia de tirar as homologações do Sinfarpe, por exemplo, é prova de que os patrões não querem garantir aos farmacêuticos direitos que lhes são devidos. “Sabemos que há profissionais contratados com muitas irregularidades, como os que ocupam cargos de gerências e não recebem adequadamente por isso. Outros não recebem o valor das horas extras como deveriam, e ainda tem problemas com o depósito do FGTS e outras ilegalidades”, lembrou.

 

Participaram da reunião, representando o Sinfarpe, Veridiana Ribeiro, Leonardo de Barros, Holdack Velôso e Dimas Felipe, além dos advogados da entidade, Josenildo Araújo e José Leniro. Pelo Sincofarma, o presidente Ozéas Gomes da Silva e dois representantes dos empregadores no Estado.

 

Sindicato é pra lutar. Nenhum direito a menos!

 

Redação Sinfarpe

 

 

 

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